quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Volta as aulas


Ontem minha pequena voltou para a escolinha. Ela começou a frequentar quando tinha 1 ano e 10 meses e sempre amou. Nunca chorou, nem fez birra para entrar, fez amizades e se apegou a professora. No final do ano passado decidi que deveria muda-la de escola depois de 2 anos, a que ela estava se tornaria fraca quando ela chegasse no pré e quanto mais tempo a deixasse nessa escola, depois seria mais difícil tira-la.

Como sempre respeitei muito a Yasmin, independente dela ser apenas uma criança, acho que tenho sempre que ouvir sua opinião, então antes de eu fazer a matricula na nova escola, a levei para conhecer e saber se estava de acordo.

Ela adorou e aprovou, então no começo do ano ela começou a ir para a nova escolinha, mas durou pouco. Foi só eu ter que ficar de repouso absoluto por causa da gravidez, que ela grudou como se fosse carrapato e simplesmente se recusava a voltar para a escolinha. Bom, tentei mandar ela mesmo chorando até que na agenda veio o recadinho que ela tinha vomitado de tanto chorar, quando li aquilo uma dor enorme no meu peito tomava conta de mim, minha princesinha que ainda não tinha completado seus 4 aninhos, estava sofrendo na escola, enquanto eu estava em casa e poderia ficar com ela. Eu tenho trauma de infância, lembro até hoje de como eu sofria na minha escolinha, como eu queria minha mãe, sinto o cheiro das coisas e não quero isso para a minha filha, então decidi que ela só voltaria para a escola, quando ela se sentisse segura novamente.

E ai começou a sessão intromissão do povo, assim como muitos criticaram quando decidi colocar a Yasmin na escola falando que ela era muito nova, quando decidi que ela não precisava ir enquanto não se sentisse bem,  vieram os palpiteiros de plantão falando que ela já estava velha para ficar em casa, que não podia ficar perdendo aula, que isso e aquilo, mas a sorte da minha filha é que os erros que muitas mães cometem, eu passo bem longe. A maioria fica dando assunto para o que os outros falam e acaba fazendo as coisas contra a própria vontade e com isso, não só deixa a criança infeliz como a si própria e depois de alguns anos se arrependem por ter deixado tantas pessoas conduzirem a criação de seus filhos. Eu  tenho uma relação de amizade e amor indescritível e sei quando ela realmente esta sofrendo ou quando é manha, ninguém a conhece melhor do que eu, então quem sabe o que é melhor para ela sou eu.

E assim, eu ignoro a opinião alheia, deixo o meu coração e o da minha filha feliz. Ela ficou uns 4 meses em casa e ontem com a volta as aulas, eu a convenci de ir para a escolinha.Eu fiz as unhas, o cabelo e a maquiei. Entrei com ela, esperei para ver como seria a relação dela com os amiguinhos e com a professora, e as receberam super bem. Deram muitos beijos e abraços e ficaram super felizes que ela voltou. Depois que senti que ela ficaria bem, vim embora e quando a busquei na escolinha, tive a confirmação de que ela realmente esta preparada para voltar. Ela estava com uma fisionomia alegre, me contou as novidades e falou que hoje ela iria novamente para a escola.

Fico feliz em saber que ao respeita-la eu evitei um trauma e que agora ela se sente feliz novamente na escolinha.

Coração de mãe não falha.

Beijos

Faby Serpeloni

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