A uma semana de completar ¼ de 100 anos que pretendo viver, resolvi pensar um pouquinho na minha vida.
Cheguei a conclusão que tudo que vivi até agora foi para amadurecer e decidir qual caminho irei seguir para os meus próximos 25 anos, porque a partir dos 50 vou ter outras preocupações...
Eu soube o que é ser criança, montar meus próprios brinquedos, brincar na terra, andar descalça e fazer cabaninha com os meus irmãos.... Soube o que é ficar até tarde na rua com os vizinhos e dormir na casa das tias para fazer uma baguncinha...
Eu soube o que é ter responsabilidade muito cedo, quando cuidava da casa com a minha irmã para os meus pais trabalharem e aos 12 anos já tinha salário fixo e destino para o mesmo. Trabalhava de manhã antes da escola e depois quando chegava, aos sábados, domingos e feriados e acreditem foi uma fase inesquecível na minha vida, momentos únicos que não voltam jamais.
Soube o que é dividir minha mãe com alguém que já não tinha mais por uma escolha de Deus e o que é chegar em casa nas pontas dos pés ou em cima de um guincho com essa mesma pessoa...rsss
Descobri que papai Noel não existe, que amigos vem e vão, mas que somos nós que escolhemos quem vai ficar em nossas vidas, independente de ser da família ou não.
Já chorei por alguém e também já fiz chorarem por mim e aprendi que nenhuma das sensações são boa, mas que tudo é questão de tempo, porque isso também passa.
Já fiquei gordinha, magrinha, morena, ruiva e agora loira e posso dizer que seu exterior vai depender de como esta o seu interior.
Agora sei que as pessoas são capazes de qualquer coisa por inveja e que ciúmes tem mais pontos negativos do que positivos.
Já fui voluntaria na igreja católica como catequista e já fui voluntaria na Umbanda também com trabalhos infantis. Já me vesti de princesa para entregar presentes no dia das crianças em orfanatos e nas ruas e descobri que não importa a maneira, mas o que me faz feliz é receber um sorriso de uma criança.
Compreendi que para se chegar a um resultado, tem que ter um começo e um meio, o que muitas vezes justifica as atitudes tomadas por algumas pessoas.
E que não importa o que eu fizer ou falar, sempre terá alguém para me criticar, e que isso com o passar do tempo se tornou indiferente na minha vida, pois, quem mais critica é quem menos faz por mim.
Sei o que é ser solteira e o que é ser casada e com isso pude entender porque existem tantas piadas de sogra..rss...E descobri que é possível aprendermos a amar uma pessoa e como é bom acordar todos os dias ao seu lado.
Senti a emoção de engravidar e ainda não encontrei palavras que descreva o que é ser mãe, mas que a responsabilidade de educar é grande.
Vivenciei que as coisas não acontecem só na família dos outros, já passei por coisas que jamais pensaria passar um dia, sofri muito, mas também já sorri demais e pode ter certeza que o mundo nunca parou por eu estar com algum tipo de problema.
E a conclusão que tive é que a minha felicidade depende só de mim. Que apenas eu sei o que me satisfaz e que todos os momentos são passageiros, os bons e os ruins. Sendo assim, a vida é feita de fases e por isso deve ser vivida intensamente, não de maneira superficial e sim profunda e que também não devo viver guiada pela opinião dos outros e sim pelo meu coração.
Beijos
Faby Serpeloni
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